O poder do invisível

Eu pergunto:
Quantas vezes sentes que pensas em alguém e achas que está a acontecer o mesmo do outro lado?
Quantas vezes sentes que estás a ser observado? E olhando em volta ninguém vês!
Quantos amuletos da sorte arranjaste ao longo da tua infância? Eu tinha muitos, cada vez que me deitava na praia e aparecia uma pedra diferente em tamanho e cor, era logo motivo de a levar para casa porque o destino assim o traçou.

Nestes dias falta-me a Santa, aquela que me acompanhou na terra de Allah, se olhar em frente consigo vê-la mas não a consigo sentir...
São os ventos que atravessam a Berlenga, trazem frio em dias de sol e amargam a alma de desespero.
Trás-me o cálice por favor, agradeço a gentileza.

Quero um chapéu novo neste verão, algo que não me deixe fugir as ideias, algo que me enfeite a silhueta sem estancar o sangue na cabeça.
Diferentes cores ou mesmo invisível, não precisa ser admirado nem mesmo visto, apenas preciso de o sentir seguro.
É o poder do invisível, tu estás cá mas ninguém sabe...

1 comentário:

praiadourada disse...

E quando procuras alguém, mas não sabes quem. E queres estar noutro sítio, só que não sabes onde. Não estás mal mas também não estás bem. Há dias assim....
Quando puderes fala do deserto.