Acessos possíveis ( no Modelo de Torres Vedras como exemplo)

Num dia quase normal, a quando de uma ida ao Modelo de Torres Vedras para umas compras rápidas, dei por mim a olhar o que me rodeava. Muitas viaturas estacionadas, muitas outras numa procura de lugar para estacionar, nada fora do normal penso eu e até porque são as corridas normais das pessoas aos fins semana. Já não basta a correria dos dias de trabalho, então ao fim semana corre-se por outras razões e nenhuma delas se deve a valorizar a vida de cada um, apenas a vida agitada, o stress e o suspirar do aproximar de mais um dia de trabalho... isto para os que ainda tem trabalho!
No que me rodeava, havia uma situação que me deixou a pensar e não agi logo no seu alcance porque já estava numa fase final do acontecimento.
As personagens desta vida real eram dois humanos como cada um de nós, apenas com umas diferenças que não sei explicar exactamente o que lhes acontecera ou o que lhes levou a estar assim. Um caminhava com ajuda de muletas, era o condutor, o outro deslocava-se em cadeira de rodas e era o pendura.
A situação foi esta: estacionaram num local apropriado para tal situação, sinalizado ,de pintura amarela e o mais próximo da entrada do estabelecimento.
O condutor saiu apoiado nas muletas e sentou-se na bagageira do seu Polo, e dali iniciou a montagem de uma cadeira de rodas para o pendura que não tinha capacidade de se deslocar.
Possivelmente já ali estaria a montar a cadeira à 3 ou 4 minutos, até porque a cadeira era de fácil montagem, fazia lembrar as bicicletas que tem mecanismos de montagem rápida, por isso até acho que não foi assim tanto tempo. Tudo isto a que me refiro foram percepções que tive quando olhei a acção.
Ora, eles lá conseguiram sair dali para se dirigirem ao estabelecimento sem ajuda de mais ninguém... mas na ultima vez que lá estive para ir comprar algo, talvez até um só produto, chovia intensamente e comigo a correr  ainda deu para ficar completamente molhado.
Fiz uma ligação de acontecimentos e gostaria de ver ali, naqueles lugares amarelos pelo menos, um telheiro ou algo que protegesse aquelas pessoas... ali e em todo o nosso país, pedir no mundo seria muito arrojado porque para isso pediria paz e que ninguém passasse fome.
Gostava que este meu texto movesse alguma acção no sentido de dar mais uma ajuda a quem dela necessite.
Partilhem a ideia s.f.f.

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