Olhos que nos mentem...

Costumo falar sobre o que vejo nas pessoas, sinto quais são as que merecem a minha presença bem por perto.
Muitas vezes não ao olhar, que por ele já fui enganado, mas numas palavras iniciais sim faço as pessoas.
Hoje, cada vez mais confio nesse instinto mas nem sempre acontece com facilidade devido a vários factores.
Gosto de criar problemas fictícios, facilidades bem mais fáceis que as comuns, disto me sirvo, como no "Lie to me", o olhar certo dá-me a resposta à pergunta que ainda não fiz.
A verdade é que nada sei e baseio-me em convicções próprias.
Este texto vem falar das diferenças, num conceito de igualdade, numa direcção concreta que as aparências enganam... não, não enganam nós é que numa forma geral, no país que vivemos, somos preconceituosos e discriminatórios.
A minha história foi ontem, numa ronda pela praia da Quarteira, uma idosa chamou baixinho, tom tímido e sem vontade de chamar atenção a mais alguém.
Quem sabe o que faço ali não precisa que me caracterize, pareço um agente dizem eles!
A senhora questionou o facto de haver uma mulher, do outro lado da rua, que continha uma quantidade fora do normal de tatuagens, seria permitido?
Eu, com dificuldades de ouvir devido à abundância de gente em volta e na praia, ainda pensei que estava a falar do meu caso, por ter tatuagem, mas como não era visível pensei no meu camarada! Nele dava para ver e também ele ficou na duvida do que ouvia!
Ela repetiu baixinho, e um casal ao lado fez uma demonstração de sorriso ao mesmo tempo suspirando e encolhendo os ombros!
Foi um momento caricato e inocente, vi nos olhos dela que não queria ferir ninguém mas estava realmente muito espantada!
Na minha cabeça um leve pensamento, será que esta senhora passou agora a ponte Salazar? Deu-se o 25 de Abril lá num ponto qualquer luso-africano em que teve de fugir para não morrer e com nada ficou! Chegou aqui e tem vontade de morrer, voltar para lá... Tadinha pensei eu!
Juro, vou contar isto à mulher tatuada.
Eu expliquei à senhora, sem alongar muito para não criar complicação, que cada um é responsável por si, que tatuagens não fazem mal, pelo menos que eu saiba que cientificamente provado. blá blá blá...

Já não me bastava uns dias antes, numa corrida à saída de Vilamoura, um mendigo lembrar-se de começar a gritar: "-Ele vai a fugir, apanhem-no!"
E eu quase que me atirei pró chão a rir... sorte minha, ninguém acreditou nele! hahahah

De volta ao assunto, reparem nos dois homens...

Se tivessem nus, mais depressa chamavam "assassino" ao policia!
Nem sei a credibilidade desta foto, montagem ou não, isto acontece em muitos sítios.

Vejam este video, digam-me o que acham que vai cantar o rapaz antes dele começar!
Emoção e arrepios, foi o que senti... também me senti estúpido, não muito, mas senti.
E para festejar esta beleza, um som mais do meu agrado.
Obrigado pessoal




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